terça-feira, 14 de setembro de 2010

(...) não sou cega no escuro, mas meus pensamentos são bem vagos sem nem uma pequena ou ambarica que seja "luz"

(...) E por que nos tornamos tão fracos?
Entre em um quarto escuro, com uma cama, um espelho, um pequeno cômodo e uma janela fechada, a porta atrás de você irá fechar, e seu desafio é somente um, achar a chave que está dentro da primeira gaveta da cômoda, ao lado da cama que tem em cima um espelho que dar de frente a uma janela fechada. Já se perdeu?
É por não acreditarmos em nós mesmo que nos vizamos fracos, enxergando coisas em um escuro que não abragem nada mais do que a falta de claridade em nossas pupilas, aí geralmente já angustiados com uma caustrofobia ridícula derivada de um elevador quebrado, nos encontramos em uma arritimia cardiáca, que besteira! Parados, olhando para o reto, em frente, sem se quer saber por onde começar, tatiamos as paredes  na busca de um objeto que possa nos situar, e então achar a chave, e voltar a porta que está trancada por um sentimento único: MEDO, mas nos perdemos em um escuro muito claro por sinal, que na verdade não passa de um simples abrir de olhos para um mundo no qual o escuro revela um plena paz e acima de tudo uma clarividade ABSURDA, eu diria.
Faça cinco respirações profundas, foque-se na gaveta, lembre-se de quando a viu, e de quando viu a porta, sem muito desespero, tatei as paredes até achar os movéis, em cima da cama, abra a janela, para que posso refletir a luz da lua no espelho que por sua vez irá clarear a porta, e enquanto ao escuro? Esse já não irá mas existir, e vai entender que sua fraquessa te faz tão forte, e por mais obscuro que pareçe você consegue enxergar.

(...) eu precisava desabafar.